Uma carta por Benjamin
Tuesday, June 30th, 2009Por Egnaldo Oliveira
Ela não é mais uma escritora de blog, embora não se abstenha de usar a internet em causa própria, principalmente para a divulgação de seu trabalho. Gaúcha, 24 anos. Essa é Jana Lauxen, nome novo na literatura que surpreende com sua primeira publicação: Uma carta por Benjamin se atreve a transpor a barreira daquilo que grande parte da juventude atual entende por comunicação.
Benjamin, sujeito comum que vivia sua monótona existência desprovido de ambições, certo dia começa a receber cartas de uma mulher que não conhece, Madalena. A esse curioso evento começa a se atrelar a vida daquele que poderia ser qualquer um de nós e que se vê, de repente, tendo de tomar decisões a respeito de uma história da qual, mesmo sem querer, já é cúmplice.
Em uma curta entrevista, Jana nos conta um pouco de sua cria e algumas impressões da gratificante, embora trabalhosa, vida de escritora.
Em tempos de Twitter, blogs e afins, como basear uma história numa carta e, mesmo assim, torná-la interessante?
Acho que justamente porque vivemos tempos de twitter, blogs e afins, as cartas ganharam uma certa mística, algo quase romântico. Muitas pessoas me perguntam: porque Madalena mandou cartas e não e-mails?
Primeiro porque, se ela mandasse e-mails, Benjamin teria um destinatário ao qual se remeter para tentar esclarecer suas dúvidas – coisa que a carta não permite, caso o remetente não coloque seu endereço. E Madalena precisava se resguardar, dando o mínimo de pistas possíveis de quem era.
Segundo porque ela mandar cartas se tornou um fato muito curioso, e todo mundo quer saber por quê.
E isso é muito divertido.
Por que Benjamin?
É um nome que eu gosto.
Só.
Até que ponto a realidade de Jana interfere na ficção de Benjamin?
Acho impossível a realidade do autor não interferir na ficção que produz.
Por mais que se tente escapar de pitadas autobiográficas (e eu tento, juro que tento!) a vida de quem conta a história interfere diretamente na história.
Posso dizer que, assim como Benjamin, também precisei sair, na marra, da bolha onde me enfiei e encarar a vida que batia na porta.
Todo mundo, uma hora, precisa fazer isso.
A autocrítica faz parte de seu processo de criação como escritora? Caso sim, até que ponto ela interfere na formulação ou reformulação de seus textos?
Totalmente sim.
Colocar a idéia no papel é a parte mais fácil. Reescrever é que é difícil: cortar o que sobra, acrescentar o que falta, verificar se não há contradições na história.
É um processo bem cansativo, mas extremamente rico – desde que não seja exagerado.
E interfere positivamente na história, pois não deixa furos nem brechas no resultado final do trabalho.
Uma Carta por Benjamin levou quase dois anos para ser publicado. Houve, nesse período, alguma mudança no texto original?
Pouca coisa.
Antes de enviar o material finalizado para a editora, apenas reli toda a história, acrescentei umas vírgulas e cortei umas frases que sobravam.
Mas o enredo é exatamente o mesmo.
A curiosa história de Benjamin terá companhia? O que podemos esperar da escritora Jana Lauxen?
Claro, Benjamin não será filho único.
Já tenho outro livro pronto, mas por hora pretendo me dedicar somente a ele, e a sua divulgação.
Mas podem esperar, pois continuarei escrevendo aqui e ali, e divulgando tudo no meu blogue: www.janalauxen.blogspot.com.
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Jana Lauxen é especialista em meter bedelho onde não foi chamada. De tanto exercer a arte de dar opiniões sem que ninguém tenha perguntado nada, virou editora da versão brasileira do site inglês 3:AM Magazine, manda-chuva absoluta e soberana de seu blog, e-ditora do E-Blogue.com e colaboradora assídua da revista Café Espacial.
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Editora Multifoco, 2009.
136 págs.
1º Edição.
Preço: R$25,00 (sem frete)
Leia o 1º capítulo



Hey, legal!
Adorei tudo!
Valeu mesmo!
Baita abraço meu!
Benjamin… esse já está se tornando um dos nomes mais populares para personagens da literatura brasileira.
Boa sorte nessa empreitada Jane!
Tenho muito carinho por essa garota, ela é comica , muuuito engraçada e tem a arte das palavras fluindo espontaneamente, ela é um gênio pela pouca idade, e seus textos são portais, Jana boa sorte e me manda um e-mail quando vc for no Jô Soares hein!!! rsrsrsrsrsr bjks do ::::FER::::
De fato, essa guria é mesmo um grande exemplo de talento e dedicação as coisas da escrita. Uma jovem arretada, sem dúvida! Vai encontrar o sucesso mais cedo do ela espera!
Sou fã da Jana, e não tenho nenhuma dúvida de que irá muito longe.
Parabéns pelo sucesso, mais do que merecido! Você é uma guerreira!
Bjão!
Recomendo, sem medo de errar.
Grande Jana.
Uma Carta por Benjamin foi um dos melhores que eu li nos últimos tempos.
Excelente, e revelador.
Espero ansiosa pelo próximo.
já li e já passei adiante. muito bom, prende a atenção do início ao fim e não decepciona.
Parabéns Jana! Leio seu blogue faz um tempão e adoro. Vou querer ler a história deste Benjamin também. Você merece todo o sucesso que está encontrando!
Jana veio para ficar. Grande escritora, e grande pessoa também.
Nossa e-ditora vai longe mesmo. Ninguém duvida. Parabéns pra ti!
Ótima entrevista. Sem dúvida a Jana é O NOME da nova literatura brasileira. Vai dar o que falar, e não resta dúvida.
O livro tem uma surpresa atrás da outra, além de ser muito envolvente. não vejo a hora que ela lance o próximo. ótima entrevista, parabéns ao entrevistador!
Janaína vem provar que a nova safra de escritores gaúchos nada deixa a se desejar, e é motivo para sentirmos orgulho de nosso país e da literatura produzida aqui.
Li, reli, emprestei e recomendo sempre que posso. Uma grande obra, de uma das escritoras mais promissoras (e jovens!) que conheci ultimamente.
amo ela.